A Última Hora do Plantão por André Basualto Um silêncio profundo antes dos momentos que precediam àquelas cenas. Um tiro. Dois. Três. Quatro... A emergência e o desespero não permitem o chamado da ambulância. Um carro qualquer. Corram para o pronto-socorro. Os médicos naquela tarde de domingo daquele pronto-socorro estavam apenas esperando o fim de mais um plantão. Faltava apenas uma hora para a troca de horários. Já se espreguiçavam esperando a hora de ir embora e poderem descansar daquelas doze horas de serviço. Iam para casa logo. Era o que pensavam. As cenas de horror frente à violência não acabam após o término dos disparos, elas estão apenas começando. O grito de uma mulher rompe o silêncio da recepção do hospital. O desespero evidente em sua voz que dizia: “Eles mataram minha filha”! Os médicos se levantam da cadeira para ir ver a cena, quando a mulher apenas adentra a sala de emergência com sua filha nos braços, deixando-a em cima da maca. ...
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