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Mostrando postagens com o rótulo crônica

Olhe para a Lua

Olhando a Lua Por André Basualto Quando eu vejo a lua cheia apresentando-se no espetáculo dos céus, tenho a impressão de que por um breve momento esqueço tudo o que me incomoda e perturba, por isso considero especial olhar a lua. Confesso que não lembro exatamente quando ou como começou, mas tenho uma amiga da faculdade que sempre que vê a lua cheia me manda uma mensagem pra que eu também divida esse momento com ela e, hoje, durante esse momento, isso me fez perceber que ao menos uma vez por mês nos mandamos mensagens trocando fotos de um borrão branco brilhando no céu estrelado ou nublado. Acho isso tão legal, pois onde quer que estejamos vamos eventualmente nos lembrar um do outro, de mandar um "ei, olha a lua", "e aí, Dedé", "conte as novidades". A lua sempre me fascinou, talvez pelo fato de ser tão intocável e ao mesmo tempo isto não ser tão impossível. É como uma representação dos sonhos: visualizamos como se estivesse perto e não po...

As Desventuras de Minha Memória

As Desventuras de Minha Memória Por André Basualto Odeio quando a minha memória me engana. Às vezes me pergunto quão confiáveis podem ser nossas certezas sobre uma lembrança? "Mas eu juro que deixei as chaves aqui", mas ele nem pegou as chaves. "Eu tinha certeza de que li sobre isso em algum lugar", foi apenas um comercial de televisão que ela viu. "Sério, eu te falei que ia fazer isso", mas estava tão empolgado que não falou. Jurava que tinha dito a uma amiga sobre o fato de Arthur Conan Doyle ser médico e por isso o personagem Watson de Sherlock Holmes provavelmente também ser. Estava tão certo disso até que um dia ela comentou que Arthur era médico e eu quis logo tomar os créditos pela informação, sendo rebatido pelo fato de que outra pessoa tinha dito a ela. Pra quem eu disse isso então? Talvez para um amigo que estava lendo sobre Sherlock Holmes, ou será que era sobre Poirot? Acabou que eu não tinha razão, e fiquei parecendo...

Quando a criança cresce

Daria o título de pais e filhos, mas um certo músico já o fez, então optei por outro título (haha). Um dia todos crescemos. Quando a criança cresce Por André Basualto Verás o reflexo do teu ensino em atos e não em vãs preocupações e nem as expressará em ações infantis, pai e mãe na vida fazem sua parte. Entretanto um dia resta apenas ser aquilo que sempre foram para seus filhos, adultos cuidando de uma criança e não o contrário, porém já não há mais criança. Resta torcer pelo melhor, não com ações egoístas e imaturas, mas com ânimo, atenção e zelo. Chega um momento na vida em que todo pai e mãe deve sentir a dor que nenhum filho é capaz de entender, e realmente não vão entender, mas é justamente por pai e mãe um dia lá atrás terem tomado suas próprias escolhas, muitas vezes indo contra o que seus próprios pais queriam, expectavam ou falavam, que eles próprios esquecem que são vencedores, aqueles que mostraram a escada do sucesso aos seus filhos se assim souberam fa...

Um pouco de Manaus para o Mundo

Uma crônica para o aniversário da cidade de Manaus, meu lar, meu berço, e maior parte da minha vida.

As Lições de um Urubu

URUBU Por André Basualto Lendo sentado à mesa localizada ao lado da janela eis que uma sombra me distrai e capta minha atenção ao mundo exterior ao meu quarto: alguns urubus voando ao redor e pousando em uma árvore. Estava lendo um texto que falava sobre as aves do céu e do fato de elas não semearem nem colherem e eis que no caso do Urubu era uma verdade constante. Despreocupados, sabem sempre que vai haver comida para eles, se é que podemos chamar assim. O trabalho, voar e pegar uma brisa e ficar girando no céu ameaçando de chuva, afinal, em todo interior que se preze, um bando de urubus voando em círculo no céu é sinal de chuva. O pagamento, poder desfrutar de todo lixo, porque feliz é o urubu no lixo e não o pinto. E do lado de cá nós e nossa pomposa vida de plantar e colher, para alguns em sentido literal, para outros apenas metaforicamente. Às vezes fico olhando pro bando de urubus e fico pensando o que se passa na mente deles, acho que é só falta do que f...

Crônica da Vida

Crônica da Vida Por André Basualto Tudo é começo, meio e fim, mesmo que a ordem esteja um pouco alterada em uma história contada, a vida ainda segue esse fluxo sem volta, é a crônica da vida. Como ao escrever um novo texto, muitas vezes passamos horas pensando na melhor maneira de começar algo novo, na vida existe sempre uma nova escolha, um momento de decidir a respeito de algo que talvez não estivesse nos planos, ainda assim, após o começo, o consequente meio e fim virão. Enquanto penso como escrever um novo texto, eventualmente surge uma ideia, um rascunho que mais tarde inesperadamente já se transformou em  ideia completamente diferente ou seguiu um rumo muito incomum do qual eu imaginei que seria melhor escrever, a vida não é diferente, oportunidades e pessoas vêm e vão, planos e sonhos ruem ou sofrem uma metamorfose, o que vem é um mistério. O começo é o ímpeto, a decisão. O meio é a primeira consequência, o desenrolar, o amadurecimento. O fim só Deu...

A garota que queria um amor

A garota que queria um amor Por Ricardo Neruda Alexa pensava consigo mesma: "Será que um dia encontrarei alguém que me ame do mesmo jeito que eu pretendo amá-lo? " Seu desespero já se tornava evidente, chegou um dia a sair correndo pela casa chorando aos prantos e procurando algo que a acalmasse, sem muito sucesso. Desde então, contou aos pais o que estava passando e estes concordaram que ela poderia procurar um psicólogo, alguém que ela há tanto pedia a eles. Não que seus pais não conversassem com ela, nem procurassem se importar ou entender, mas era porque a situação assim exigia. Foi aí que ela conheceu alguém que viria a se tornar sua confidente temporária, alguém que a ajudasse a enfrentar seus próprios medos e ansiedades. Uma psicóloga conhecida como Gabriela Alves aceitou cuidar do seu caso. Já havia lidado com várias situações parecidas, mas reconhecia que havia algo...

[Coluna do Graco] Detestogene

Começou um novo ano e já nesses primeiros dias precisei lutar contra uma overdose de detestosterona, mas mesmo assim decidi escrever. Pra quem não sabe, a detestosterona é o hormônio responsável pelo ato de detestar. A sua produção está intimamente ligada ao estimulo do detestogene, tanto por fatores externos como internos. Dito isso, Boa leitura! PS: A propósito, detestei esse texto.. veja.abril.com.br

[Coluna do Graco] Presentes

E as areias do tempo continuam a rolar... Outro ano vai chegando ao fim e vem com ele a esperança de um novo ano melhor. Cartas, homenagens e milhões de desejos são espalhados aos quatro ventos, muitos deles nem tão sinceros. Por isso, hoje trago uma breve crônica e uma reflexão: qual o melhor presente que alguém pode oferecer? Boa leitura! wwww.countrylabels.com.au

[Coluna do Graco] Indelével

Saudações a todos os queridos leitores! Hoje é Natal, dia em que os cristãos comemoram o nascimento de Yeshua. Um dia de festa, mas que muita gente esquece o significado: o sacrifício do Eterno em deixar tudo para viver como um ser humano. Nessa época, as pessoas tendem a ser mais bondosas e refletir sobre a felicidade verdadeira; e é aproveitando esse clima que eu trago a crônica de hoje. A magia da crônica é perceber a amplitude na sutileza dos fatos que despercebemos a nossa volta. Não é difícil, todo mundo pode aprender grandes lições de vida se parar um pouco para observar os pequenos detalhes. Há alguns dias atrás, por exemplo, tive a oportunidade de presenciar uma daquelas cenas únicas na vida. Como se a felicidade se tornasse ao alcance dos meus olhos. Uma experiência que teve em mim um efeito que espero compartilhar com vocês na medida em que as palavras e a minha limitada capacidade permitirem. Desejo a todos uma boa leitura! Chag ...

[Basualto]: Como você fica quando para no semáforo?

Saudação, pessoal! Pra variar, uma leitura descontraída! Uma crônica sobre você no semáforo. Diga se não é assim. Boa leitura!

A Mesa de Bar

Boa noite, gente! Hoje trago uma crônica, trago um gole, trago reflexão... MESA DE BAR por Ricardo Neruda Uma conversa na mesa de bar. Amigos reunidos. Mas seria realmente aquilo uma conversa? As pessoas presentes à mesa estavam todas com o celular na mão e conversando, curtindo, fazendo qualquer coisa nele, exceto interagir pessoalmente com aqueles à mesa, com algumas exceções. Um solteiro, um casal de namorados, uma moça loira, uma ruiva, uma morena, uma gordinha, uma magra, um rapaz forte, um rapaz alto, um rapaz bem baixo, o amigo alegre demais, a gótica. Apesar das diferenças, eram de um grupo que se dizia amigo, mas estavam todos nos seus celulares. A ruiva estava tão desatenta e desesperada por achar um namorado na internet que não havia percebido que o solteiro estava paquerando-a. A gordinha e a magra discutiam sobre comida pelo celular, mandando prints e fotos. O amigo alegre demais e a gótica gostavam de falar das diferenças das pessoas, era...

[Aleatoriedades]: Escreva!

Boa noite, leitores! Hoje, em Vendedores de Ideias, a nossa Coluna de Aleatoriedades traz um texto escrito por Lua, dona do blog "A partir dos 23". Com o objetivo de inspirar e estimular leitores e escritores (e divulgar seus talentos), trazemos sempre textos de autores distintos - por isso temos uma coluna para cada escritor, as colunas com as séries, uma coluna de poemas e uma coluna aleatória. Confira o texto de hoje! Uma boa leitura!

A Última Hora do Plantão

A Última Hora do Plantão por André Basualto Um silêncio profundo antes dos momentos que precediam àquelas cenas. Um tiro. Dois. Três. Quatro... A emergência e o desespero não permitem o chamado da ambulância. Um carro qualquer. Corram para o pronto-socorro. Os médicos naquela tarde de domingo daquele pronto-socorro estavam apenas esperando o fim de mais um plantão. Faltava apenas uma hora para a troca de horários. Já se espreguiçavam esperando a hora de ir embora e poderem descansar daquelas doze horas de serviço. Iam para casa logo. Era o que pensavam. As cenas de horror frente à violência não acabam após o término dos disparos, elas estão apenas começando. O grito de uma mulher rompe o silêncio da recepção do hospital. O desespero evidente em sua voz que dizia: “Eles mataram minha filha”! Os médicos se levantam da cadeira para ir ver a cena, quando a mulher apenas adentra a sala de emergência com sua filha nos braços, deixando-a em cima da maca. ...

[Coluna do Fugita]: Do humor à reflexão

Boa noite, leitores. Hoje vos trago um texto no mínimo diferente e apresento o nosso colunista e escritor Matheus Fugita . Toda terça-feira teremos uma coluna escrita por ele (ora semanal, ora quinzenal). E para a sua estreia no blog, um texto que vai do humor à reflexão. Daqui em diante é com ele. Até a próxima.